Sempre gostei de animais. Na história de minha infância são inúmeras as lembranças. O Chulim, um buldogue que morreu depois de levar uma pedrada de um vizinho. O Toquinho, que ficou dias desaparecido e depois chegou em casa como se nada tivesse acontecido. A Brisa, uma doberman que pulou o muro, atacou meninos que a atormentavam, voltou e ficou bem quieta, como se nada houvera. O Pluto, o cão mais gentil que já tive. O Prince, que um dia implicou com o Pluto e tivemos que levar um deles embora. (O Prince, um dálmata, acabou vivendo 17 anos e nos abandonou há pouco tempo). O Spike, por outro lado, o mais encrenqueiro que já tivemos, morto envenenado. O Pingo, que morreu atropelado porque escapou de casa e tentou me seguir. Isso sem falar nos gatos e outros cachorros com presença menos marcante.
Todos esses que citei, tive na casa dos meus pais, quando criança. Alguns permaneceram quando fui pra faculdade e até depois. Mas eu mesmo, desde 1993, quando fui pra Londrina estudar, nunca mais tive nenhum bicho de estimação - sempre morei em apartamentos ou pensões. Em uma mudança repentina pra Curitiba, depois de dez anos em Goiânia, eu e Aline, que, felizmente, gosta tanto de bicho como eu, decidimos, apesar do medo da violência, morar numa casa, justamente pra voltarmos a ter nossos animais. E assim fizemos.
Mas não vamos parar por aqui.